Lá estava ele, brincando com seus amigos, alguns peixinhos coloridos que se moviam lentamente como se fizessem parte de um harmonioso balé submarino em uma dança de peixes. Napoleon era um peixe um tanto curioso e tinha em seus olhos uma expressão vagamente humana, que impressionava por vezes alguns mergulhadores que por ali passavam buscando um antigo galeão português que tinha afundado por aquela região e acabavam não resistindo diante da beleza daqueles peixinhos com suas magníficas cores, fazendo muitas vezes que se esquecessem um pouco de seus objetivos, acabando por ficar algum tempo por ali, tirando fotos e brincando com esses peixinhos. Napoleon sempre era o mais animado dentre todos, juntamente com o seu melhor amigo Nino, um peixe-palhaço e com os dois por perto a diversão era certa. Nino quando percebia que estava sendo observado pelos mergulhadores, começava a inflar o seu corpo, adquirindo uma forma tão desproporcional, que ficava impossível não rir, Nino era sempre um sucesso, mas Napoleon não ficava atrás, principalmente quando se aproximava e colava aquele seu Olhão bem próximo aos dos mergulhadores, como que querendo dizer alguma coisa, saindo logo em seguida e depois voltando novamente, um brincalhão nato. Os outros amigos de Napoleon era o peixe-cofre, sempre muito zangado, havia também o imperador, o mais colorido de todos, as bailarinas, que por vezes dançavam em volta dos mergulhadores, o peixe-borboleta, sempre arrancando pedaços de corais, o caranguejo, que vivia na concha de um molusco, o centropyge que tinha um circulo nos olhos, que pareciam ter sido desenhados por um pintor, o peixe-papagaio, conhecidos também como glub-glub e os peixes trombeta, parecidos com um trompete. Napoleon era um sonhador e por vezes ficava olhando o seu reflexo em um espelho quebrado no fundo do mar, imaginando....

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