As plantas verdes começaram a produzir o oxigênio molecular da atmosfera no período carbonífero, mas o código para o aparecimento das flores, só aconteceu realmente no cretáceo, há cerca de cem milhões de anos. Suas folhas fósseis mais antigas, datam de vinte e cinco milhões de anos e foram encontrados em vários pontos da Europa e do Oriente médio.
Ela sempre teve uma história de muito simbolismo para a humanidade e nos mostra que os romanos eram apaixonados pelas rosas, os gregos pela violeta e através deles, as flores se tornaram símbolos por meio dos quais, as pessoas exprimem os seus sentimentos, sendo que cada uma tem um significado especial, as tulipas traduzem amizade e simpatia, os lírios simbolizam o desejo de sorte e a rosa considerada a flor clássica do amor, expressa sofrimento e paixão. Na idade média ofertar um ramalhete de violetas a alguém era símbolo de um amor secreto e desta forma os mais tímidos se valiam delas para exprimir a sua paixão, enquanto os cavaleiros que andavam pelo mundo, desfazendo os malfeitos e defendendo a justiça, usavam as rosas em seus barretes de veludo, sempre que estivessem esperando pelos favores de uma donzela indiferente ao seu amor. Nesta época o poder curativo das flores atingiu o seu apogeu, quando se acreditava que as rosas eram um remédio que curava tudo. Houve até quem achasse que elas evitavam epidemias, como aconteceu com um rei francês, que no comando de uma cruzada á Terra Santa, chegou a Tunis, no norte da África e espargiu rosas sobre as pessoas, pensando que desta forma estaria ajudando a combater a peste que assolava o mundo medieval. As rosas modernas pouco lembram suas ancestrais nascidas nos campos Persas, há milhões de anos e dali perpetuadas para o resto do mundo, pois se as singelas espécies cultivadas, e adoradas por nossos antepassados apresentavam cor pálida, fragrância imperceptível e apenas cinco pétalas, a geração atual floresce com até cem pétalas, exibe matizes os mais variados e perfuma o ar com seu aroma marcante, além de expressar um exuberância que até Flora, deusa grega das flores, se orgulharia, mas que é fruto exclusivo das mãos do homem, que num momento de rara inspiração, interferiu na natureza, não para destruir, mas para aperfeiçoar a rosa, intensificando a sua beleza por meio de um processo genético, que talvez demorasse séculos para se desenvolver naturalmente...
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