Esta ilha tinha uma atmosfera sem poluição que intensificava ainda mais sua vegetação multicolorida, a minha esquerda o mar estava bem azul, com suas ondas brancas e brilhantes, arrebatando implacavelmente sobre algumas rochas negras, á direita pastagens muito verdes, casa com telhados vermelhos e flores que se estendiam até os picos brancos. Seguia viagem calmamente rumo a mais meridional das praias do ártico, quando após uma curva me deparei com uma visão fantástica, quase indescritível, várias fontes de vapor sulfuroso que lançavam ao ar jatos de água quente, como se saíssem das entranhas de um dragão, ao fundo montanhas cobertas de neve, servindo como pano de fundo. Um tanto surpreso, resolvi parar o carro por alguns instantes, para contemplar todo aquele insólito panorama, pois nunca tinha visto coisa parecida, um presente para os meus olhos. Fiquei acompanhando alguns minutos aquela dança de água, resultante da força daqueles jatos de vapor juntamente com algumas poucas rajadas de vento que ocorriam. Que lindo lugar! Ainda o tenho em minha lembrança. Infelizmente não pude ficar muito tempo, pois queria conhecer o máximo possível e tinha apenas poucos dias neste pedaço do paraíso. Entrei no carro e segui viagem, mas é incrível como o tempo passa rápido quando se esta divertindo. Um pouco mais a frente após algum tempo, vi ao longe uma casa de fazenda isolada, quase que servindo de sentinela a um entardecer que se transformava em alvorada, diminui a marcha do carro e fui seguindo bem devagar, quando olhei no relógio e percebendo como estava atrasado e sabendo que não conseguiria alcançar o meu destino naquele dia, resolvi voltar ao carro e ir em direção até aquela casa de fazenda que tanto me chamava a atenção, pensando em conseguir alguma hospedagem por lá. Da janela tinha a visão de uma pequena floresta à minha esquerda, que apresentava cenas de uma simplicidade cativante, um pouco antes, um bando de ovelhas cuidada por um jovem e sorridente pastor, próximo a ele alguns troncos de madeira que pareciam encardidos pela ação da chuva, o eco distante de um pássaro, um fraco aroma de fumaça que subia vindo de uma pequena fenda no chão, no horizonte as luzes do crepúsculo se misturavam com o luar, esculpindo feições nas montanhas...